4 planilhas de Excel com fórmulas prontas para quem projeta, instala e inspeciona: quadro de cargas com balanceamento de fases, queda de tensão por circuito, orçamento de serviço e controle de laudos, inspeções e ARTs. Toque no botão verde, baixe e preencha só as células amarelas.
No celular o botão também funciona: o arquivo vai para Downloads/Arquivos e abre no app do Excel ou do Planilhas Google. Para preencher com calma, prefira o computador. Se o botão não responder, atualize a página e toque de novo.
Para montar o quadro de cargas de um QD, distribuir os circuitos entre as fases A, B e C e chegar à demanda com os fatores da sua concessionária.
Você lista os circuitos com potência, fator de potência, tensão e fase(s). A planilha calcula a potência aparente, a corrente de cada circuito, a carga que cada circuito coloca em cada fase, os totais por fase, o desequilíbrio em %, a demanda por tipo de carga e a corrente na fase mais carregada. A coluna "Confere" avisa quando a corrente passa do disjuntor que você digitou.
Abas: Como usar · Quadro de cargas. 30 linhas de circuito (10 de exemplo), totais por fase, bloco de demanda por tipo de carga e resumo.
| Coluna | Quem preenche | O que significa |
|---|---|---|
| Nº e Descrição | Você | Identificação do circuito, igual à do diagrama unifilar e à etiqueta do quadro. |
| Tipo de carga | Você (lista) | Iluminação, TUG, TUE, Chuveiro/aquecimento, Ar-condicionado, Motor, Carregador VE ou Outro. É o que agrupa a demanda. |
| Potência ativa (W) | Você | Potência do circuito em watts, pela placa do aparelho ou pelo levantamento de pontos. |
| Fator de potência | Você | 1,00 para cargas resistivas (chuveiro, torneira, forno). Para motores, ar-condicionado e fontes, use o da placa ou do catálogo. |
| Potência aparente (VA) | Fórmula | W ÷ fator de potência. |
| Tensão do circuito (V) | Você | A tensão em que o circuito trabalha: fase-neutro no monofásico; entre fases no bifásico e no trifásico. |
| Fase(s) | Você (lista) | A, B, C, AB, BC, CA ou ABC. |
| Nº de fases | Fórmula | Conta as letras da coluna anterior. |
| Corrente (A) | Fórmula | VA ÷ tensão (mono e bifásico) ou VA ÷ (√3 × tensão) no trifásico. |
| Carga na fase A, B e C | Fórmula | Monofásico: tudo na fase. Bifásico: metade em cada fase. Trifásico: um terço em cada. |
| Disjuntor adotado (A) | Você | A corrente nominal do disjuntor que você escolheu. |
| Confere | Fórmula | OK quando a corrente do circuito é menor ou igual ao disjuntor; Revisar quando passa. |
Nos 10 circuitos de exemplo, a fase A ficou com 9.189 VA, a B com 7.750 VA e a C com 8.918 VA. O desequilíbrio é (9.189 − 7.750) ÷ 9.189 = 15,7%, acima da referência de exemplo (10%), e o resumo pede para trocar circuitos de fase.
Faça o teste: mude o circuito 1 (iluminação social, 500 VA) da fase A para a B. A fase A cai para 8.689 VA, a B sobe para 8.250 VA e a C continua com 8.918 VA. O desequilíbrio cai para 7,5%.
O circuito 10 (torneira elétrica de 5.500 W em 220 V) aparece como Revisar: são 25 A num disjuntor de 20 A. Antes de "subir o disjuntor", confira o cabo e o método de instalação: o disjuntor existe para proteger o condutor.
A última linha do resumo mostra a corrente estimada na fase mais carregada já com a demanda. Use esse número para conversar sobre o disjuntor geral e a categoria de atendimento com a norma da concessionária na mão.
O quadro de cargas só fica bom se o levantamento for bom. Na visita, siga esta ordem e anote tudo na ficha abaixo:
A planilha faz as contas; não escolhe norma nem critério por você. Fatores de demanda, categoria de atendimento e critério de desequilíbrio vêm da concessionária e da ABNT NBR 5410 vigente: confira na fonte oficial.
Para conferir, circuito por circuito, se a queda de tensão fica dentro do limite que vale para o seu caso — e qual seção resolve quando não fica.
Para cada circuito ou trecho, calcula a queda de tensão em volts (ΔV) e em porcentagem (ΔV%), em sistema monofásico, bifásico ou trifásico, com cobre ou alumínio. Compara com um limite que você configura (um limite padrão para todos ou um limite próprio por linha) e mostra a menor seção nominal que atende a esse limite, só pelo critério de queda de tensão.
Abas: Como usar · Queda de tensão · Parâmetros. 30 linhas (8 de exemplo), resumo com trechos acima do limite e maior queda calculada.
ΔV = k × ρ × L × I ÷ S, em que k = 2 no monofásico e no bifásico (o caminho de ida e o de volta) ou k = √3 (≈ 1,732) no trifásico equilibrado; ρ é a resistividade do condutor em Ω·mm²/m; L é o comprimento de ida em metros; I é a corrente em ampères; S é a seção em mm². Depois, ΔV% = ΔV ÷ tensão de referência.
Exemplo da planilha (linha C11): TUG da área externa, 127 V, 12 A, 45 m, cabo de cobre de 2,5 mm². ΔV = 2 × 0,0172 × 45 × 12 ÷ 2,5 = 7,43 V, ou seja, 5,85% — acima do limite de exemplo. A coluna "Seção mínima por queda" indica 4 mm²: com ela, a queda cai para 4,64 V (3,66%).
Exemplo trifásico (linha AL-1): alimentador QGBT → QD-01, 220 V entre fases, 45 A, 30 m, cobre 16 mm². ΔV = 1,732 × 0,0172 × 30 × 45 ÷ 16 = 2,51 V, ou 1,14%. Para saber a queda até a tomada mais distante desse quadro, some esse 1,14% com o ΔV% do circuito terminal.
Repare que a seção mínima por queda é só um dos critérios. A seção do projeto é a maior entre as exigidas por todos os critérios da norma: capacidade de condução de corrente, seção mínima, queda de tensão, proteção contra sobrecarga e contra curto-circuito.
| Coluna | Quem preenche | O que significa |
|---|---|---|
| Circuito e Descrição | Você | Identificação do circuito ou do trecho (ex.: QGBT → QD-01). |
| Sistema | Você (lista) | Monofásico (F-N), Bifásico (F-F) ou Trifásico. |
| Tensão de referência (V) | Você | F-N no monofásico; F-F no bifásico e no trifásico. |
| Corrente de projeto (A) | Você | A corrente que circula no trecho (pode vir do quadro de cargas). |
| Comprimento — só ida (m) | Você | Do quadro até a carga, pelo caminho real do eletroduto, não em linha reta. |
| Material e Seção | Você | Cobre ou alumínio; seção nominal em mm² (1,5; 2,5; 4; 6; 10…). |
| Resistividade usada e Fator k | Fórmula | Puxam o valor da aba Parâmetros e o k do sistema escolhido. |
| ΔV (V) e ΔV (%) | Fórmula | A queda no trecho, em volts e em porcentagem da tensão de referência. |
| Limite próprio / Limite usado | Você / Fórmula | Se você não digitar um limite próprio, vale o limite padrão. |
| Situação | Fórmula | OK ou ACIMA DO LIMITE. |
| Seção mínima por queda | Fórmula | A menor seção da lista da aba Parâmetros que atende ao limite usado. |
Para sair do "chute" e chegar a um preço que paga material, hora, deslocamento, ART, impostos e ainda deixa margem.
Soma materiais (quantidade × preço), mão de obra (por hora, por ponto ou valor fechado), deslocamento, taxa da ART/TRT e outros custos. Depois aplica impostos, margem e taxa de cartão sobre o preço final e mostra: preço sugerido, preço arredondado, impostos, lucro estimado e quanto cobrar se o cliente comprar o material.
Abas: Como usar · Orçamento. 20 linhas de material, 8 de mão de obra, deslocamento, ART/TRT e bloco de preço final. Preços de exemplo: troque pelos seus.
Preço = custo direto ÷ (1 − impostos − margem − taxa de cartão). Assim, depois de pagar os impostos sobre o preço, sobra de fato a margem que você escolheu.
Somar a porcentagem em cima do custo engana: R$ 1.000 + 26% = R$ 1.260. Com 6% de imposto sobre R$ 1.260 (R$ 75,60), a margem real fica abaixo de 20%. Pelo divisor: R$ 1.000 ÷ 0,74 = R$ 1.351,35 — 6% disso é imposto e 20% é margem.
No exemplo que vem na planilha (troca de quadro + 3 circuitos): materiais R$ 1.842,00; mão de obra R$ 1.080,00; deslocamento R$ 72,00. Custo direto de R$ 2.994,00 ÷ 0,74 = R$ 4.045,95, arredondado para R$ 4.050,00. Impostos estimados: R$ 243,00. Lucro estimado: R$ 813,00. Se o cliente comprar o material: R$ 1.560,00.
Some seus custos fixos do mês (carro, combustível fixo, celular, ferramentas e instrumentos, contador, anuidade do conselho, seguro, cursos) e o pró-labore que você quer tirar. Divida pelas horas que você realmente cobra no mês — não pelas horas que trabalha. Visitas de orçamento, compras, deslocamento e burocracia não entram.
Exemplo de conta: R$ 3.000 de custos fixos + R$ 6.000 de pró-labore = R$ 9.000. Se você cobra 100 horas por mês, a hora técnica mínima é R$ 9.000 ÷ 100 = R$ 90. Esse valor vai na coluna de mão de obra; a margem entra depois, no bloco de preço.
Por ponto ou por hora? Por ponto funciona bem em serviço repetitivo e previsível (tomadas, interruptores, luminárias em obra nova). Por hora é melhor em manutenção, diagnóstico e reforma, onde o imprevisto é a regra. Valor fechado serve para itens com escopo claro (ex.: "montagem do quadro").
Para saber quem precisa de nova inspeção, laudo ou medição — antes do cliente lembrar (ou chamar outro profissional).
Cada linha é um serviço entregue. Com a data do serviço e a periodicidade em meses, a planilha calcula a próxima inspeção, os dias para vencer e o status (Em dia, Vence em breve ou Vencido). No topo, mostra quantos estão vencidos e vencendo, quantas ARTs/TRTs faltam emitir ou pagar e quanto ainda não foi recebido.
Abas: Como usar · Controle. 100 linhas (8 de exemplo, com dados fictícios), filtro no cabeçalho e cores por status.
A planilha não traz periodicidade pronta, de propósito. Para cada serviço, use a que vale naquele caso e anote a origem na coluna Observações:
Sobre a ART: as regras de registro, baixa e acervo estão nas resoluções do CONFEA (a ART é tratada na Resolução 1.025/2009) e nos procedimentos do seu CREA; técnicos industriais registram TRT no sistema CFT/CRT. Confira as regras vigentes no site do seu conselho.
Nova na versão 2. Para cada circuito, a partir da corrente de projeto, sugere o disjuntor padrão e a seção mínima do cabo pela capacidade de condução (NBR 5410, cobre, PVC, método B1), com fator de temperatura e de agrupamento. A segunda aba monta o texto da etiqueta de cada circuito para imprimir e colar no quadro.
Abas: Como usar · Tabelas · Condutores (30 circuitos, 6 de exemplo) · Etiquetas do quadro. Confira sempre a queda de tensão na planilha 2.
Use junto com a planilha de controle. Troque os [CAMPOS] e revise antes de enviar.
Cole um destes prompts no seu Claude Engenharia Elétrica PRO para preencher as planilhas mais rápido.
Levantamento (ficha da seção 1) → quadro de cargas (correntes e fases) → queda de tensão (a corrente de cada circuito vira entrada, junto com a distância medida na visita) → orçamento (os circuitos viram lista de material e horas) → controle (o serviço entregue entra com data, periodicidade e ART/TRT, e volta para você como serviço recorrente).
Faça esse caminho em um cliente real nesta semana: na segunda vez, o processo inteiro leva bem menos tempo.
Sim. Envie o arquivo para o Google Drive e abra com Planilhas Google. As fórmulas, as listas suspensas e as cores funcionam; a aparência pode mudar um pouco.
Pode. A planilha é sua. Antes de mexer numa fórmula, salve uma cópia do arquivo original.
Sim. Baixe quantas vezes quiser (cada clique gera um arquivo novo) ou duplique a aba dentro do mesmo arquivo.
Só para baixar. Depois de salva, a planilha funciona offline no Excel e no LibreOffice.
Não. Elas fazem as contas do dia a dia. Limites, fatores e periodicidades são entradas que você confere na norma vigente e na concessionária; o projeto, a assinatura e a ART/TRT são do profissional responsável.
Sim. Melhorias e planilhas novas entram nesta mesma página. Guarde o link.