Planilhas Elétricas PRO — 4 planilhas elétricas com fórmulas prontas
Claude Engenharia Elétrica PRO · complemento

Planilhas Elétricas PRO

4 planilhas de Excel com fórmulas prontas para quem projeta, instala e inspeciona: quadro de cargas com balanceamento de fases, queda de tensão por circuito, orçamento de serviço e controle de laudos, inspeções e ARTs. Toque no botão verde, baixe e preencha só as células amarelas.

Como funciona em 3 passos
  1. Toque no botão verde da planilha. O arquivo .xlsx é montado na hora, no seu navegador, e vai para a pasta de downloads.
  2. Abra no Excel, no LibreOffice ou no Google Planilhas (envie o arquivo para o Google Drive e abra com Planilhas Google). A primeira aba, Como usar, explica a planilha.
  3. Preencha só as células amarelas. O resto é fórmula. As linhas que já vêm preenchidas são exemplos: sobrescreva ou apague.

No celular o botão também funciona: o arquivo vai para Downloads/Arquivos e abre no app do Excel ou do Planilhas Google. Para preencher com calma, prefira o computador. Se o botão não responder, atualize a página e toque de novo.

1. Quadro de cargas com balanceamento de fases

Para montar o quadro de cargas de um QD, distribuir os circuitos entre as fases A, B e C e chegar à demanda com os fatores da sua concessionária.

O que a planilha faz

Você lista os circuitos com potência, fator de potência, tensão e fase(s). A planilha calcula a potência aparente, a corrente de cada circuito, a carga que cada circuito coloca em cada fase, os totais por fase, o desequilíbrio em %, a demanda por tipo de carga e a corrente na fase mais carregada. A coluna "Confere" avisa quando a corrente passa do disjuntor que você digitou.

Abas: Como usar · Quadro de cargas. 30 linhas de circuito (10 de exemplo), totais por fase, bloco de demanda por tipo de carga e resumo.

Passo a passo

  1. Preencha cliente, quadro, data e a tensão fase-neutro da rede do local (ex.: 127 V ou 220 V).
  2. Defina o desequilíbrio de referência (célula H3). É um critério seu, do projeto ou da concessionária. O 10% que vem preenchido é só exemplo.
  3. Uma linha por circuito: nº, descrição, tipo de carga (lista), potência ativa em W, fator de potência, tensão do circuito, fase(s) e o disjuntor adotado.
  4. Na coluna Fase(s), use A, B ou C para circuito monofásico; AB, BC ou CA para bifásico (ligado entre fases); ABC para trifásico.
  5. Desça até o bloco Demanda por tipo de carga e troque o 1,00 pelos fatores de demanda da norma de fornecimento da sua concessionária.
  6. Leia o Resumo. Se o desequilíbrio passou da referência, troque circuitos de fase e veja o número mudar na hora.

As colunas, uma a uma

ColunaQuem preencheO que significa
Nº e DescriçãoVocêIdentificação do circuito, igual à do diagrama unifilar e à etiqueta do quadro.
Tipo de cargaVocê (lista)Iluminação, TUG, TUE, Chuveiro/aquecimento, Ar-condicionado, Motor, Carregador VE ou Outro. É o que agrupa a demanda.
Potência ativa (W)VocêPotência do circuito em watts, pela placa do aparelho ou pelo levantamento de pontos.
Fator de potênciaVocê1,00 para cargas resistivas (chuveiro, torneira, forno). Para motores, ar-condicionado e fontes, use o da placa ou do catálogo.
Potência aparente (VA)FórmulaW ÷ fator de potência.
Tensão do circuito (V)VocêA tensão em que o circuito trabalha: fase-neutro no monofásico; entre fases no bifásico e no trifásico.
Fase(s)Você (lista)A, B, C, AB, BC, CA ou ABC.
Nº de fasesFórmulaConta as letras da coluna anterior.
Corrente (A)FórmulaVA ÷ tensão (mono e bifásico) ou VA ÷ (√3 × tensão) no trifásico.
Carga na fase A, B e CFórmulaMonofásico: tudo na fase. Bifásico: metade em cada fase. Trifásico: um terço em cada.
Disjuntor adotado (A)VocêA corrente nominal do disjuntor que você escolheu.
ConfereFórmulaOK quando a corrente do circuito é menor ou igual ao disjuntor; Revisar quando passa.

Como ler o resultado (com o exemplo que vem na planilha)

Nos 10 circuitos de exemplo, a fase A ficou com 9.189 VA, a B com 7.750 VA e a C com 8.918 VA. O desequilíbrio é (9.189 − 7.750) ÷ 9.189 = 15,7%, acima da referência de exemplo (10%), e o resumo pede para trocar circuitos de fase.

Faça o teste: mude o circuito 1 (iluminação social, 500 VA) da fase A para a B. A fase A cai para 8.689 VA, a B sobe para 8.250 VA e a C continua com 8.918 VA. O desequilíbrio cai para 7,5%.

O circuito 10 (torneira elétrica de 5.500 W em 220 V) aparece como Revisar: são 25 A num disjuntor de 20 A. Antes de "subir o disjuntor", confira o cabo e o método de instalação: o disjuntor existe para proteger o condutor.

A última linha do resumo mostra a corrente estimada na fase mais carregada já com a demanda. Use esse número para conversar sobre o disjuntor geral e a categoria de atendimento com a norma da concessionária na mão.

Levantamento de cargas em campo: roteiro

O quadro de cargas só fica bom se o levantamento for bom. Na visita, siga esta ordem e anote tudo na ficha abaixo:

  • Tipo de atendimento (monofásico, bifásico ou trifásico), tensões medidas (F-N e F-F) e corrente do disjuntor geral do padrão.
  • Quadros existentes: quantos, onde ficam, espaço livre para novos disjuntores e se há DR e DPS.
  • Cômodo por cômodo: pontos de iluminação, tomadas de uso geral e tomadas de uso específico.
  • Aparelhos de maior potência pela placa: chuveiros, torneira elétrica, forno, cooktop, ar-condicionado, aquecedor, bomba, portão.
  • Cargas que o cliente pretende instalar nos próximos anos: carregador de carro elétrico, mais ar-condicionado, piscina, energia solar.
  • Distâncias aproximadas do quadro até as cargas maiores (servem para a planilha de queda de tensão).
  • Fotos do padrão, do quadro aberto e fechado e das plaquetas dos aparelhos maiores.
Ficha para levar na visita
FICHA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS Cliente: [NOME] · Local: [ENDEREÇO] · Data: [DATA] Atendimento: [mono/bi/trifásico] · Tensões medidas: F-N [__] V / F-F [__] V · Disjuntor geral: [__] A Quadros existentes: [QUANTIDADE E LOCAL] · Espaço livre: [__] módulos · DR: [sim/não] · DPS: [sim/não] Cômodo | Iluminação (pontos/W) | TUG (qtd) | TUE (aparelho/W/tensão) | Distância até o quadro (m) [SALA] | [__] | [__] | [__] | [__] [COZINHA] | [__] | [__] | [__] | [__] [BANHEIRO] | [__] | [__] | [__] | [__] [QUARTO] | [__] | [__] | [__] | [__] [ÁREA DE SERVIÇO] | [__] | [__] | [__] | [__] [ÁREA EXTERNA/GARAGEM] | [__] | [__] | [__] | [__] Cargas futuras previstas: [carregador VE / ar-condicionado / outros] Observações e fotos: [__]

Erros que mais aparecem

  • Tensão errada no chuveiro e na torneira: em rede 127/220 V, o chuveiro de 220 V é bifásico (AB, BC ou CA) e a tensão do circuito é 220 V.
  • Circuito bifásico lançado numa fase só: a planilha joga toda a carga numa fase e o balanceamento fica falso.
  • Fator de potência 1,00 em motor e ar-condicionado: a corrente sai menor do que a real.
  • "Resolver" o Revisar trocando o disjuntor sem conferir a capacidade de condução do cabo.
  • Fator de demanda de outra concessionária ou de uma versão antiga da norma de fornecimento.
  • Esquecer as cargas que vêm aí: carregador de carro elétrico, ar-condicionado e cooktop. Pergunte ao cliente e deixe reserva no quadro.

A planilha faz as contas; não escolhe norma nem critério por você. Fatores de demanda, categoria de atendimento e critério de desequilíbrio vêm da concessionária e da ABNT NBR 5410 vigente: confira na fonte oficial.

2. Queda de tensão por circuito

Para conferir, circuito por circuito, se a queda de tensão fica dentro do limite que vale para o seu caso — e qual seção resolve quando não fica.

O que a planilha faz

Para cada circuito ou trecho, calcula a queda de tensão em volts (ΔV) e em porcentagem (ΔV%), em sistema monofásico, bifásico ou trifásico, com cobre ou alumínio. Compara com um limite que você configura (um limite padrão para todos ou um limite próprio por linha) e mostra a menor seção nominal que atende a esse limite, só pelo critério de queda de tensão.

Abas: Como usar · Queda de tensão · Parâmetros. 30 linhas (8 de exemplo), resumo com trechos acima do limite e maior queda calculada.

Passo a passo

  1. Abra a aba Parâmetros. Confira a resistividade do cobre e do alumínio e digite o limite padrão de queda de tensão que vale para o seu caso. Confira os limites da ABNT NBR 5410 vigente e da concessionária: o valor que vem preenchido é só exemplo.
  2. Na aba Queda de tensão, preencha uma linha por circuito ou trecho: sistema, tensão de referência, corrente de projeto, comprimento (só ida), material e seção.
  3. Tensão de referência: no monofásico, a tensão fase-neutro; no bifásico e no trifásico, a tensão entre fases.
  4. Se um trecho tem limite diferente (por exemplo, o alimentador), digite na coluna Limite próprio. Em branco, vale o limite padrão.
  5. Leia a coluna Situação. Se deu ACIMA DO LIMITE, veja a coluna Seção mínima por queda e confira os outros critérios antes de trocar o cabo.

A fórmula, explicada

ΔV = k × ρ × L × I ÷ S, em que k = 2 no monofásico e no bifásico (o caminho de ida e o de volta) ou k = √3 (≈ 1,732) no trifásico equilibrado; ρ é a resistividade do condutor em Ω·mm²/m; L é o comprimento de ida em metros; I é a corrente em ampères; S é a seção em mm². Depois, ΔV% = ΔV ÷ tensão de referência.

Exemplo da planilha (linha C11): TUG da área externa, 127 V, 12 A, 45 m, cabo de cobre de 2,5 mm². ΔV = 2 × 0,0172 × 45 × 12 ÷ 2,5 = 7,43 V, ou seja, 5,85% — acima do limite de exemplo. A coluna "Seção mínima por queda" indica 4 mm²: com ela, a queda cai para 4,64 V (3,66%).

Exemplo trifásico (linha AL-1): alimentador QGBT → QD-01, 220 V entre fases, 45 A, 30 m, cobre 16 mm². ΔV = 1,732 × 0,0172 × 30 × 45 ÷ 16 = 2,51 V, ou 1,14%. Para saber a queda até a tomada mais distante desse quadro, some esse 1,14% com o ΔV% do circuito terminal.

Repare que a seção mínima por queda é só um dos critérios. A seção do projeto é a maior entre as exigidas por todos os critérios da norma: capacidade de condução de corrente, seção mínima, queda de tensão, proteção contra sobrecarga e contra curto-circuito.

As colunas, uma a uma

ColunaQuem preencheO que significa
Circuito e DescriçãoVocêIdentificação do circuito ou do trecho (ex.: QGBT → QD-01).
SistemaVocê (lista)Monofásico (F-N), Bifásico (F-F) ou Trifásico.
Tensão de referência (V)VocêF-N no monofásico; F-F no bifásico e no trifásico.
Corrente de projeto (A)VocêA corrente que circula no trecho (pode vir do quadro de cargas).
Comprimento — só ida (m)VocêDo quadro até a carga, pelo caminho real do eletroduto, não em linha reta.
Material e SeçãoVocêCobre ou alumínio; seção nominal em mm² (1,5; 2,5; 4; 6; 10…).
Resistividade usada e Fator kFórmulaPuxam o valor da aba Parâmetros e o k do sistema escolhido.
ΔV (V) e ΔV (%)FórmulaA queda no trecho, em volts e em porcentagem da tensão de referência.
Limite próprio / Limite usadoVocê / FórmulaSe você não digitar um limite próprio, vale o limite padrão.
SituaçãoFórmulaOK ou ACIMA DO LIMITE.
Seção mínima por quedaFórmulaA menor seção da lista da aba Parâmetros que atende ao limite usado.

Cuidados

  • Comprimento só de ida. Se você digitar ida e volta, a queda sai dobrada.
  • Queda total = alimentador + circuito terminal. Lance cada trecho numa linha e some os ΔV% para ver a queda do ponto de origem até a carga.
  • Resistividade e temperatura. 0,0172 Ω·mm²/m é o cobre a 20 °C. Com o condutor quente, a resistência aumenta: se o seu método adota outro valor, troque na aba Parâmetros.
  • Cabos grossos e trechos longos: a reatância passa a pesar e o método simplificado fica otimista. Use o método da ABNT NBR 5410 ou as tabelas do fabricante.
  • Motores: a corrente de partida provoca uma queda bem maior por alguns segundos. Confira o que o fabricante do motor e a norma pedem.
  • Carregador de carro elétrico: trabalha horas seguidas perto da corrente máxima. Use a corrente nominal do equipamento e não economize na seção.

3. Orçamento de serviço

Para sair do "chute" e chegar a um preço que paga material, hora, deslocamento, ART, impostos e ainda deixa margem.

O que a planilha faz

Soma materiais (quantidade × preço), mão de obra (por hora, por ponto ou valor fechado), deslocamento, taxa da ART/TRT e outros custos. Depois aplica impostos, margem e taxa de cartão sobre o preço final e mostra: preço sugerido, preço arredondado, impostos, lucro estimado e quanto cobrar se o cliente comprar o material.

Abas: Como usar · Orçamento. 20 linhas de material, 8 de mão de obra, deslocamento, ART/TRT e bloco de preço final. Preços de exemplo: troque pelos seus.

Passo a passo

  1. Preencha cliente, serviço, data e validade da proposta.
  2. Materiais: uma linha por item, com unidade, quantidade e preço unitário do seu fornecedor.
  3. Mão de obra: em cada linha, escolha a cobrança. Por hora: quantidade = horas. Por ponto: quantidade = nº de pontos. Valor fechado: quantidade = 1.
  4. Deslocamento: km de ida e volta por visita, custo por km, nº de visitas e pedágio/estacionamento.
  5. ART/TRT: digite a taxa da tabela vigente do seu conselho quando o serviço exigir.
  6. Impostos, margem e taxa de cartão em % do preço. Confira o percentual de impostos com o seu contador.

Por que o preço é calculado "por dentro" (método do divisor)

Preço = custo direto ÷ (1 − impostos − margem − taxa de cartão). Assim, depois de pagar os impostos sobre o preço, sobra de fato a margem que você escolheu.

Somar a porcentagem em cima do custo engana: R$ 1.000 + 26% = R$ 1.260. Com 6% de imposto sobre R$ 1.260 (R$ 75,60), a margem real fica abaixo de 20%. Pelo divisor: R$ 1.000 ÷ 0,74 = R$ 1.351,35 — 6% disso é imposto e 20% é margem.

No exemplo que vem na planilha (troca de quadro + 3 circuitos): materiais R$ 1.842,00; mão de obra R$ 1.080,00; deslocamento R$ 72,00. Custo direto de R$ 2.994,00 ÷ 0,74 = R$ 4.045,95, arredondado para R$ 4.050,00. Impostos estimados: R$ 243,00. Lucro estimado: R$ 813,00. Se o cliente comprar o material: R$ 1.560,00.

Como chegar ao valor da sua hora técnica

Some seus custos fixos do mês (carro, combustível fixo, celular, ferramentas e instrumentos, contador, anuidade do conselho, seguro, cursos) e o pró-labore que você quer tirar. Divida pelas horas que você realmente cobra no mês — não pelas horas que trabalha. Visitas de orçamento, compras, deslocamento e burocracia não entram.

Exemplo de conta: R$ 3.000 de custos fixos + R$ 6.000 de pró-labore = R$ 9.000. Se você cobra 100 horas por mês, a hora técnica mínima é R$ 9.000 ÷ 100 = R$ 90. Esse valor vai na coluna de mão de obra; a margem entra depois, no bloco de preço.

Por ponto ou por hora? Por ponto funciona bem em serviço repetitivo e previsível (tomadas, interruptores, luminárias em obra nova). Por hora é melhor em manutenção, diagnóstico e reforma, onde o imprevisto é a regra. Valor fechado serve para itens com escopo claro (ex.: "montagem do quadro").

Mensagem para enviar o orçamento

WhatsApp ou e-mail
Olá, [NOME DO CLIENTE], tudo bem? Segue o orçamento do serviço de [SERVIÇO] no endereço [ENDEREÇO]: • Materiais: R$ [VALOR] (lista em anexo) • Mão de obra, deslocamento e testes: R$ [VALOR] • Total: R$ [VALOR TOTAL] Está incluído: [ex.: montagem, identificação dos circuitos, testes do DR e entrega com o quadro etiquetado]. Não está incluído: [ex.: abertura e fechamento de parede, pintura, itens fora da lista]. Prazo de execução: [X] dia(s) após a confirmação. Forma de pagamento: [ex.: 50% na aprovação e 50% na entrega / PIX / cartão em até X vezes]. Validade do orçamento: [X] dias. [Se houver ART/TRT: O serviço sai com ART/TRT registrada no meu nome.] Qualquer dúvida, me chama por aqui. Posso reservar a data para você? [SEU NOME] — [TÍTULO PROFISSIONAL E REGISTRO, SE HOUVER]

O que não pode faltar no orçamento

  • Escopo em linguagem simples: o que será feito, onde e com qual resultado.
  • Materiais separados da mão de obra (e quem compra o material).
  • O que não está incluído: alvenaria, pintura, forro, itens fora da lista, taxa da concessionária.
  • Prazo de execução e o que depende do cliente (acesso, energia desligada, liberação do condomínio).
  • Forma de pagamento, validade da proposta e garantia do serviço.
  • Responsabilidade técnica: ART/TRT quando couber, com o seu nome, título e registro.

Erros que mais aparecem

  • Esquecer a visita de orçamento, as idas ao fornecedor e o retorno para testes no deslocamento.
  • Cobrar o material pelo preço que você pagou e não contar o tempo de compra e o risco de troca.
  • Calcular imposto sobre o custo, e não sobre o preço.
  • Dar desconto em cima do preço arredondado sem olhar a linha "Lucro estimado".
  • Mandar só o total. Separar material e mão de obra deixa claro o que o cliente está pagando e facilita a negociação.

4. Controle de laudos, inspeções e ARTs

Para saber quem precisa de nova inspeção, laudo ou medição — antes do cliente lembrar (ou chamar outro profissional).

O que a planilha faz

Cada linha é um serviço entregue. Com a data do serviço e a periodicidade em meses, a planilha calcula a próxima inspeção, os dias para vencer e o status (Em dia, Vence em breve ou Vencido). No topo, mostra quantos estão vencidos e vencendo, quantas ARTs/TRTs faltam emitir ou pagar e quanto ainda não foi recebido.

Abas: Como usar · Controle. 100 linhas (8 de exemplo, com dados fictícios), filtro no cabeçalho e cores por status.

Passo a passo

  1. Na célula D2, digite com quantos dias de antecedência você quer ser avisado (ex.: 30 ou 60).
  2. Apague as linhas de exemplo e lance os serviços que você já entregou: cliente, local, tipo de serviço, data e periodicidade em meses.
  3. Preencha nº da ART/TRT, situação dela, valor do serviço, se já recebeu e o contato.
  4. Toda segunda-feira, filtre a coluna Status por "Vence em breve" e "Vencido" e mande a mensagem da seção 5.

De onde vem a periodicidade

A planilha não traz periodicidade pronta, de propósito. Para cada serviço, use a que vale naquele caso e anote a origem na coluna Observações:

  • Norma técnica aplicável — por exemplo, a ABNT NBR 5419 vigente para as inspeções de SPDA, que define a periodicidade conforme o tipo de estrutura. Confira o texto em vigor.
  • Exigência de órgão, seguradora ou cliente — licenças, apólices e regulamentos internos podem pedir laudos com prazo próprio.
  • Contrato de manutenção — o que foi combinado com o cliente.
  • Sua recomendação técnica — o prazo que você indicou no laudo, conforme o estado da instalação.

Rotina de 10 minutos por semana

  1. Abra a planilha e veja os números do topo.
  2. Filtre Vencido: mande a mensagem de vencido e ofereça duas datas.
  3. Filtre Vence em breve: mande a mensagem de 30 dias.
  4. Filtre a situação da ART A emitir e Aguardando pagamento e resolva.
  5. Filtre Recebido = Não e cobre com educação.

Checklist da ART/TRT por serviço

  • O serviço exige ART/TRT? Confira as atribuições do seu título e as regras do seu conselho.
  • Registrar no prazo que o seu conselho define e guardar o comprovante de pagamento.
  • Descrever a atividade e as quantidades com clareza (ex.: laudo, inspeção de SPDA, projeto, execução).
  • Anotar o nº na planilha e anexar o PDF à pasta do cliente.
  • Dar baixa ao concluir, para o serviço entrar no seu acervo técnico.

Sobre a ART: as regras de registro, baixa e acervo estão nas resoluções do CONFEA (a ART é tratada na Resolução 1.025/2009) e nos procedimentos do seu CREA; técnicos industriais registram TRT no sistema CFT/CRT. Confira as regras vigentes no site do seu conselho.

Planilha 5 — Condutores e etiquetas do quadro

O que a planilha faz

Nova na versão 2. Para cada circuito, a partir da corrente de projeto, sugere o disjuntor padrão e a seção mínima do cabo pela capacidade de condução (NBR 5410, cobre, PVC, método B1), com fator de temperatura e de agrupamento. A segunda aba monta o texto da etiqueta de cada circuito para imprimir e colar no quadro.

Abas: Como usar · Tabelas · Condutores (30 circuitos, 6 de exemplo) · Etiquetas do quadro. Confira sempre a queda de tensão na planilha 2.

5. Mensagens prontas para avisar o cliente do vencimento

Use junto com a planilha de controle. Troque os [CAMPOS] e revise antes de enviar.

1. Vence em 30 dias (WhatsApp)

Olá, [NOME], tudo bem? Aqui é [SEU NOME], que fez o [SERVIÇO] em [MÊS/ANO] no [LOCAL]. Passando para lembrar que a próxima [inspeção/medição/revisão] está prevista para [DATA], conforme [a recomendação do laudo / o contrato / a norma aplicável]. Quer que eu já reserve uma data? Tenho [DIA] ou [DIA] disponíveis.

2. Já venceu (WhatsApp)

Olá, [NOME], tudo bem? Aqui é [SEU NOME]. No meu controle, a [inspeção/medição/revisão] do [LOCAL] estava prevista para [DATA] e ainda não foi feita. Manter essa verificação em dia ajuda a encontrar problemas antes que virem falha ou acidente, e deixa a documentação pronta se alguém pedir (seguradora, fiscalização, condomínio). Posso ir [DIA] ou [DIA]. Qual fica melhor?

3. Depois do serviço (agenda o retorno e pede avaliação)

Olá, [NOME]! Obrigado pela confiança no [SERVIÇO] de hoje. Resumo: [ex.: quadro reorganizado, DR testado, 3 circuitos novos identificados]. O relatório/ART segue em anexo. Deixei anotado o próximo retorno para [MÊS/ANO]. Eu aviso você uns dias antes. Se puder, deixe uma avaliação do serviço aqui: [LINK DO GOOGLE]. Ajuda muito quem trabalha por indicação.

4. E-mail para síndico ou empresa

Assunto: [Inspeção de SPDA / Laudo elétrico] do [NOME DO CONDOMÍNIO/EMPRESA] — próxima data Prezado(a) [NOME], Conforme o relatório entregue em [DATA], a próxima [inspeção/medição] do [LOCAL] está prevista para [DATA], de acordo com [a periodicidade da norma aplicável / o contrato / a recomendação técnica do relatório]. Proponho realizar a visita em [DATA 1] ou [DATA 2]. A atividade leva cerca de [X] horas e precisa de acesso a [cobertura, quadros, caixas de inspeção]. Ao final, entrego o relatório com registro fotográfico e, quando aplicável, a ART/TRT. Fico à disposição. [SEU NOME] — [TÍTULO PROFISSIONAL E REGISTRO] [TELEFONE] · [E-MAIL]

5. Sem resposta (5 a 7 dias depois)

Oi, [NOME]! Só retomando a mensagem sobre a [inspeção/revisão] do [LOCAL]. Se agora não for um bom momento, sem problema: me diga um mês melhor que eu anoto aqui e aviso perto da data.

6. Use com o seu app

Cole um destes prompts no seu Claude Engenharia Elétrica PRO para preencher as planilhas mais rápido.

Montar o quadro de cargas a partir da lista do cliente

Monte um quadro de cargas a partir da lista abaixo, para eu colar na planilha "quadro-de-cargas.xlsx". Rede do local: [ex.: 127/220 V, atendimento bifásico]. Devolva uma tabela com estas colunas, nesta ordem: Nº | Descrição do circuito | Tipo de carga (Iluminação, TUG, TUE, Chuveiro/aquecimento, Ar-condicionado, Motor, Carregador VE ou Outro) | Potência ativa (W) | Fator de potência | Tensão do circuito (V) | Fase(s) (A, B, C, AB, BC, CA ou ABC). Regras: 1. Distribua os circuitos entre as fases para deixar as cargas o mais equilibradas possível e mostre o total estimado em VA por fase. 2. Use fator de potência 1,00 para cargas resistivas; para motores e ar-condicionado, use o valor que eu informar ou marque [CONFERIR PLACA]. 3. Não invente potência: se faltar dado, escreva [CONFERIR]. 4. Não escolha disjuntor nem cabo; isso eu faço pela ABNT NBR 5410. Lista de cargas: [cole aqui os aparelhos, cômodos e potências]

Revisar o resultado da queda de tensão

Vou colar os resultados da minha planilha de queda de tensão (método simplificado, só resistência). Para cada linha: 1. Diga se os dados de entrada fazem sentido (tensão de referência x sistema, comprimento só de ida, corrente). 2. Aponte os trechos em que a reatância, a temperatura do condutor ou a partida de motor podem mudar o resultado. 3. Liste o que eu preciso conferir na ABNT NBR 5410 vigente e na norma da concessionária antes de fechar a seção (sem inventar número de item nem valor). 4. Não troque nenhum número da tabela; só comente. Resultados: [cole aqui as linhas da planilha]

Transformar o orçamento em proposta para o cliente

Escreva uma proposta comercial curta e clara com base no resumo do orçamento abaixo. Estrutura: 1) o que será feito, em linguagem simples; 2) o que está incluído e o que não está; 3) prazo; 4) investimento (materiais e mão de obra separados e total); 5) forma de pagamento; 6) validade; 7) responsabilidade técnica (ART/TRT, se houver). Regras: tom profissional e direto; não prometa economia de energia, prazo de aprovação da concessionária nem resultado que não dependa de mim; não altere os valores. Resumo do orçamento: [cole aqui cliente, serviço, materiais, mão de obra, total, prazo e condições]

Como as 4 planilhas se conversam

Levantamento (ficha da seção 1) → quadro de cargas (correntes e fases) → queda de tensão (a corrente de cada circuito vira entrada, junto com a distância medida na visita) → orçamento (os circuitos viram lista de material e horas) → controle (o serviço entregue entra com data, periodicidade e ART/TRT, e volta para você como serviço recorrente).

Faça esse caminho em um cliente real nesta semana: na segunda vez, o processo inteiro leva bem menos tempo.

7. Perguntas frequentes

Funciona no Google Planilhas?

Sim. Envie o arquivo para o Google Drive e abra com Planilhas Google. As fórmulas, as listas suspensas e as cores funcionam; a aparência pode mudar um pouco.

Posso mudar as fórmulas e o layout?

Pode. A planilha é sua. Antes de mexer numa fórmula, salve uma cópia do arquivo original.

Posso usar em vários projetos?

Sim. Baixe quantas vezes quiser (cada clique gera um arquivo novo) ou duplique a aba dentro do mesmo arquivo.

Preciso de internet?

Só para baixar. Depois de salva, a planilha funciona offline no Excel e no LibreOffice.

As planilhas substituem o projeto pela norma?

Não. Elas fazem as contas do dia a dia. Limites, fatores e periodicidades são entradas que você confere na norma vigente e na concessionária; o projeto, a assinatura e a ART/TRT são do profissional responsável.

Vai ter atualização?

Sim. Melhorias e planilhas novas entram nesta mesma página. Guarde o link.

Versão 2 — 23/10/2026. Novos materiais serão adicionados a esta página.

Aviso profissional: as planilhas são ferramentas de apoio ao cálculo e à gestão. Limites, fatores de demanda e periodicidades são entradas: confira na ABNT NBR 5410 vigente, nas demais normas aplicáveis e na norma da sua concessionária. O projeto, o dimensionamento final, a assinatura e a ART/TRT são do profissional legalmente habilitado.

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