Kit Laudos Rurais — Claude Agro PRO
Claude Agro PRO · Material complementar

Kit Laudos Rurais

Modelos de laudo técnico com [CAMPOS] para preencher, checklists de provas e de ART/TRT e proposta de honorários — para atender o produtor que perdeu a safra com rapidez, método e segurança técnica.

0 Como usar este kit

  • [CAMPOS] entre colchetes = o que você preenche. Nenhum laudo sai com colchete.
  • Linhas que começam com » = orientações. Apague antes de emitir.
  • Copie o modelo com o botão Copiar e cole no Word, no Google Docs ou no Claude Agro PRO.
  • Os modelos são a estrutura. O diagnóstico, os números, a conclusão, a assinatura e a ART/TRT são seus — é isso que dá validade ao laudo.
  • Sempre que um modelo citar norma (Manual de Crédito Rural, regras do Proagro, ZARC, regras do conselho), confira o texto vigente na fonte oficial antes de emitir.
Prompt para preencher um modelo com o app
Vou colar abaixo um modelo de laudo técnico e as minhas anotações de campo.

Regras:
1. Preencha apenas os [CAMPOS] para os quais eu dei a informação. Onde faltar dado, mantenha o [CAMPO] exatamente como está.
2. Não invente números, datas, dados de chuva, nomes, coordenadas, normas ou números de lei/resolução.
3. Use linguagem técnica, objetiva e impessoal. Separe fato constatado (o que vi e medi) de análise (o que concluo).
4. Mantenha a numeração e as seções do modelo. Apague as linhas que começam com ».
5. No fim, fora do laudo, liste: (a) campos que ficaram em aberto; (b) provas que ainda faltam anexar; (c) trechos em que a conclusão precisa da minha revisão; (d) inconsistências entre os números (ex.: área, produtividade, total).
Eu reviso tudo, decido a conclusão, assino e registro a ART/TRT.

MODELO:
[COLE AQUI O MODELO]

ANOTAÇÕES DE CAMPO E DADOS:
[COLE AQUI SUAS ANOTAÇÕES, OS DADOS DE AMOSTRAGEM POR PONTO E AS FONTES CONSULTADAS]

1 Laudo de perda de safra por evento climático

Quando usar: estiagem, excesso de chuva, granizo, geada, vendaval ou outro evento climático que reduziu a produtividade. Serve de base para pedido de prorrogação no banco, comunicação ao Proagro ou à seguradora, negociação com compradores e controle do próprio produtor.

Antes de ir a campo
  • Vá antes da colheita, ou registre o estado da lavoura antes de qualquer colheita, dessecação ou replantio.
  • Não estime "no olho": use amostragem com número de pontos definido e coordenadas de cada ponto.
  • Separe talhões por situação (cultivar, data de semeadura, solo, intensidade do dano). Média de lavoura inteira esconde diferenças.
  • Avalie outras causas (pragas, doenças, plantas daninhas, falhas de plantio, manejo). Separar o que é clima do que não é protege você e dá credibilidade ao laudo.
  • Leve: GPS ou celular com localização ligada, trena, moldura ou barbante para a área amostral, sacos identificados, balança, determinador de umidade (se tiver), prancheta.
Modelo 1 — Laudo técnico de perda de safra
LAUDO TÉCNICO DE PERDA DE SAFRA POR EVENTO CLIMÁTICO

Laudo nº [NÚMERO/ANO]
ART/TRT nº [NÚMERO], registrada em [DATA]

1. IDENTIFICAÇÃO
1.1 Solicitante: [NOME DO PRODUTOR], CPF/CNPJ [Nº], endereço [ENDEREÇO].
1.2 Imóvel: [NOME DA PROPRIEDADE], município de [MUNICÍPIO]/[UF], matrícula [Nº] do Registro de Imóveis de [COMARCA], CAR [Nº], CCIR [Nº] (quando houver). Condição de uso: [próprio / arrendado / parceria — contrato nº].
1.3 Coordenadas de referência: [LATITUDE], [LONGITUDE] (datum [SIRGAS 2000]).
1.4 Responsável técnico: [NOME], [Engenheiro(a) Agrônomo(a) / Técnico(a) Agrícola], registro [CREA/CRTA-UF Nº].
1.5 Finalidade: [instruir pedido de prorrogação de dívida junto a [INSTITUIÇÃO] / subsidiar comunicação de perdas ao Proagro / subsidiar aviso de sinistro à seguradora / outra].
1.6 Operação de crédito vinculada (se houver): [CÉDULA/CONTRATO Nº], [INSTITUIÇÃO], valor R$ [VALOR], vencimento [DATA].

2. OBJETO
Constatar e quantificar as perdas na cultura de [CULTURA], cultivar [CULTIVAR], safra [SAFRA], causadas por [ESTIAGEM / EXCESSO DE CHUVA / GRANIZO / GEADA / VENDAVAL / OUTRO], na área de [ÁREA] ha, distribuída nos talhões [IDENTIFICAÇÃO DOS TALHÕES].

3. HISTÓRICO DA LAVOURA
3.1 Semeadura: entre [DATA] e [DATA]; espaçamento [CM] cm; população planejada [PLANTAS/HA] plantas/ha; sistema [plantio direto / convencional].
3.2 ZARC: o município [é / não é] indicado para a cultura; cultivar do grupo [GRUPO]; solo tipo [TIPO]; semeadura [dentro / fora] da janela indicada para o nível de risco [NÍVEL]. Consulta realizada em [DATA] (anexo [X]).
3.3 Adubação e tratos culturais: [RESUMO DAS OPERAÇÕES, com referência às notas fiscais e receituários do anexo [X]].
3.4 Estádio da cultura no início do evento: [ESTÁDIO FENOLÓGICO] em [DATA].
3.5 Produtividade esperada: [VALOR] kg/ha ([VALOR] sc/ha), com base em [orçamento do projeto de crédito / média das últimas [N] safras da propriedade / média municipal de fonte oficial] (anexo [X]).
» Use uma única base para a produtividade esperada e diga qual é. Se usar a média da propriedade, anexe romaneios ou notas de venda.

4. DESCRIÇÃO DO EVENTO CLIMÁTICO
4.1 Período do evento: de [DATA] a [DATA].
4.2 Dados meteorológicos: fonte [INMET / ANA / órgão estadual / pluviômetro da propriedade], estação [NOME/CÓDIGO], a [DISTÂNCIA] km da área. Precipitação no período: [MM] mm, contra [MM] mm de referência para o mesmo período ([FONTE DA REFERÊNCIA]). [Dias consecutivos sem chuva significativa: [N] / temperatura mínima registrada: [X] °C em [DATA] / granizo registrado em [DATA]].
4.3 Reconhecimentos oficiais (se houver): [DECRETO MUNICIPAL OU ESTADUAL DE SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA Nº, DATA / RECONHECIMENTO FEDERAL, quando houver].
» Cite decreto ou reconhecimento só depois de conferir na publicação oficial.
4.4 Relação entre o evento e a fase da cultura: [EXPLICAÇÃO TÉCNICA de por que o evento, naquele estádio, reduz o rendimento — ex.: déficit hídrico no enchimento de grãos reduz o peso dos grãos e aumenta o abortamento de vagens].

5. METODOLOGIA
5.1 Vistoria realizada em [DATA], das [HORA] às [HORA], acompanhada por [NOME, FUNÇÃO].
5.2 Amostragem: [N] pontos por talhão, distribuídos em [zigue-zague / grade / estratos por ambiente], cada ponto com [ÁREA OU COMPRIMENTO AMOSTRADO, ex.: 2 linhas de 1 m]. Coordenadas de cada ponto no anexo [X].
5.3 Componentes avaliados: [plantas/m²; vagens ou espigas por planta; grãos por vagem ou por espiga; peso de mil grãos (PMG); umidade].
5.4 Cálculo da produtividade estimada:
Produtividade (kg/ha) = plantas/m² × [vagens ou espigas]/planta × grãos/[vagem ou espiga] × PMG (g) ÷ 1.000 × 10
Correção de umidade: P corrigida = P × (100 − umidade da amostra) ÷ (100 − umidade de referência), com umidade de referência de [X]%.
5.5 Ferramentas complementares: [imagens de satélite/NDVI — fonte e datas; drone; fotos georreferenciadas].

6. RESULTADOS
| Talhão | Área (ha) | Prod. esperada (kg/ha) | Prod. estimada (kg/ha) | Perda (kg/ha) | Perda (%) |
| [T1] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] |
| [T2] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] |
| [T3] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] |
| Total / média ponderada pela área | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] | [ ] |
Perda total estimada: [KG] kg, equivalentes a [SACAS] sacas de 60 kg, em [ÁREA] ha.
Observações de campo: [percentual da área atingida; variação entre pontos e talhões; sintomas observados — ex.: grãos chocos, vagens vazias, acamamento, queima de folhas].
» Média ponderada = soma de (produtividade do talhão × área do talhão) ÷ área total.

7. ANÁLISE DE CAUSAS
7.1 Causa principal: [EVENTO], demonstrada por [dados meteorológicos, fotos, imagens de satélite, relatos documentados].
7.2 Outras causas avaliadas: [pragas / doenças / plantas daninhas / falhas de plantio / manejo] — [descartadas, porque [MOTIVO] / contribuíram com cerca de [X]% da perda, porque [MOTIVO]].
7.3 Manejo: as práticas recomendadas [foram / não foram integralmente] adotadas, conforme [receituários, notas fiscais e registros do anexo [X]].

8. CONCLUSÃO
Com base na vistoria de [DATA], nos dados meteorológicos de [FONTE] e na metodologia descrita, conclui-se que a lavoura de [CULTURA] do imóvel [NOME] teve redução estimada de [X]% na produtividade, de [Y] kg/ha para [Z] kg/ha, em consequência de [EVENTO] ocorrido entre [DATA] e [DATA].

9. LIMITAÇÕES
Este laudo reflete as condições observadas na data da vistoria e os dados disponíveis naquela data. A produtividade final pode variar até a colheita. Estimativas por amostragem têm margem de erro; foram amostrados [N] pontos, com variação de [MENOR VALOR] a [MAIOR VALOR] kg/ha entre eles.

10. ANEXOS
[ ] Relatório fotográfico georreferenciado
[ ] Dados meteorológicos de fonte oficial e valores de referência
[ ] Consulta ao ZARC (com data)
[ ] Notas fiscais de insumos e receituários
[ ] Imagens de satélite/NDVI com datas
[ ] Planilha de amostragem por ponto (dados brutos)
[ ] Mapa ou croqui dos talhões (KML/shape)
[ ] Cópia da ART/TRT

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO]
[TÍTULO] — [CREA/CRTA-UF Nº]

Calculadora rápida de produtividade e perda

Use a média dos pontos de cada talhão. Soja: estruturas = vagens/planta; grãos = grãos/vagem. Milho: estruturas = espigas/planta; grãos = grãos/espiga. A calculadora só faz a conta — os dados e a conclusão são seus.

Preencha os campos e toque em Calcular.

2 Laudo para prorrogação/renegociação de dívida rural

Para que serve: demonstrar, com fatos técnicos e números, que o evento reduziu a receita da safra e tirou do produtor a capacidade de pagar a parcela no vencimento — e propor um cronograma que caiba nas próximas safras.

O que o Manual de Crédito Rural (MCR) prevê, em linguagem simples

O MCR, publicado pelo Banco Central, prevê a prorrogação da dívida rural, nas mesmas condições pactuadas, quando o produtor comprova incapacidade de pagamento em consequência de dificuldade de comercialização dos produtos, frustração de safra por fatores adversos ou ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento da exploração. O ponto central é comprovar — e é aí que entra o seu laudo.

Confira antes de usar
  • O texto vigente do MCR no site do Banco Central (procure por "prorrogação"). Regras e numeração de itens mudam ao longo do tempo.
  • Se há medidas de renegociação em vigor para a região ou a cultura (leis, medidas provisórias, resoluções do Conselho Monetário Nacional). Confirme nas publicações oficiais e com a instituição financeira. Não cite número de norma sem conferir.
  • Regras próprias da linha de crédito ou do programa (Pronaf, Pronamp, fundos constitucionais, recursos repassados) podem ter exigências específicas.
  • O laudo comprova fatos técnicos e econômicos. O enquadramento normativo e o pedido são do produtor, da instituição financeira e, quando houver disputa, do advogado.
Modelo 2A — Laudo técnico para instrução de pedido de prorrogação
LAUDO TÉCNICO PARA INSTRUÇÃO DE PEDIDO DE PRORROGAÇÃO DE DÍVIDA RURAL

Laudo nº [NÚMERO/ANO]
ART/TRT nº [NÚMERO]

1. IDENTIFICAÇÃO
1.1 Produtor (mutuário): [NOME], CPF/CNPJ [Nº].
1.2 Imóvel: [NOME], [MUNICÍPIO]/[UF], matrícula [Nº], CAR [Nº].
1.3 Responsável técnico: [NOME], [TÍTULO], [CREA/CRTA-UF Nº].
1.4 Instituição financeira: [BANCO/COOPERATIVA], agência [Nº], [MUNICÍPIO]/[UF].

2. OPERAÇÕES DE CRÉDITO RURAL ENVOLVIDAS
| Cédula/contrato | Finalidade | Valor contratado (R$) | Saldo devedor (R$) | Vencimento da parcela | Valor da parcela (R$) |
| [Nº] | [custeio / investimento / comercialização] | [ ] | [ ] | [DATA] | [ ] |
| [Nº] | [ ] | [ ] | [ ] | [DATA] | [ ] |
» Use o extrato fornecido pela instituição. Não estime saldo devedor.

3. OBJETIVO
Demonstrar tecnicamente a ocorrência de [frustração de safra por fatores adversos / dificuldade de comercialização / ocorrência prejudicial ao desenvolvimento da exploração] e seus efeitos sobre a capacidade de pagamento do produtor na safra [SAFRA], para instruir pedido de prorrogação junto à instituição financeira.

4. FATOS CONSTATADOS
4.1 Evento: [EVENTO], de [DATA] a [DATA], conforme [FONTE OFICIAL DOS DADOS METEOROLÓGICOS].
4.2 Atividade afetada: [CULTURA/CRIAÇÃO], [ÁREA] ha [ou nº de animais], financiada pela operação [Nº].
4.3 Perda constatada: [X]% da produtividade esperada, de [Y] para [Z] [kg/ha ou sc/ha], conforme Laudo de Perda de Safra nº [Nº], de [DATA] (anexo).
4.4 Reconhecimentos oficiais (se houver): [DECRETO OU RECONHECIMENTO, número e data, conferidos na publicação oficial].
4.5 Proagro / seguro: [comunicação feita em [DATA], protocolo [Nº], situação: em análise / deferida / indeferida / valor recebido R$ [VALOR]] ou [não se aplica].

5. IMPACTO NA RECEITA DA SAFRA
| Item | Previsto | Realizado / estimado |
| Área colhida (ha) | [ ] | [ ] |
| Produtividade (sc/ha) | [ ] | [ ] |
| Produção total (sc) | [ ] | [ ] |
| Preço de referência (R$/sc) — fonte [FONTE], em [DATA] | [ ] | [ ] |
| Receita bruta (R$) | [ ] | [ ] |
| Indenização Proagro/seguro (R$), se houver | — | [ ] |
| Receita total disponível (R$) | [ ] | [ ] |
» Use o mesmo preço nas duas colunas, salvo justificativa documentada (ex.: desconto por qualidade inferior do grão).

6. CAPACIDADE DE PAGAMENTO NA SAFRA
6.1 Receita total disponível: R$ [VALOR]
6.2 (−) Custos de produção da safra ainda a pagar: R$ [VALOR] (origem: [notas, contratos, pedidos])
6.3 (−) Despesas essenciais da atividade e da família no período: R$ [VALOR] (origem: declaração assinada pelo produtor)
6.4 (=) Valor disponível para pagamento de dívidas: R$ [VALOR]
6.5 Parcelas de crédito rural com vencimento na safra: R$ [VALOR]
6.6 Resultado: o valor disponível cobre [X]% das parcelas — [insuficiente / suficiente] para o pagamento integral no vencimento.
» Indique a origem de cada número. Valor sem documento enfraquece o laudo.

7. PERSPECTIVA PRODUTIVA E PROPOSTA TÉCNICA DE CRONOGRAMA
7.1 Próxima safra prevista: [CULTURA], [ÁREA] ha, semeadura em [MÊS/ANO], colheita em [MÊS/ANO], produtividade esperada de [VALOR] sc/ha, com base em [FONTE].
7.2 Receita esperada por safra: R$ [VALOR] (preço de referência [FONTE], em [DATA]).
7.3 Proposta técnica: [prorrogar a parcela de [DATA] para [DATA], após a próxima colheita / distribuir o saldo em [N] parcelas anuais com vencimento em [MÊS], logo após cada colheita].
» O cronograma precisa caber na receita prevista, com folga. Seja conservador na produtividade e no preço.

8. CONCLUSÃO TÉCNICA
Os dados apresentados demonstram que [EVENTO], ocorrido entre [DATA] e [DATA], reduziu a produção de [CULTURA] em [X]% e a receita disponível da safra em R$ [VALOR], de modo que o produtor não dispõe de recursos para quitar integralmente a(s) parcela(s) com vencimento em [DATA]. A atividade mantém viabilidade técnica para as próximas safras, conforme o item 7, [sem ressalvas / com as seguintes ressalvas: [RESSALVAS]].
Este laudo trata de fatos técnicos e econômicos da atividade. O enquadramento normativo do pedido cabe ao produtor, à instituição financeira e, quando for o caso, ao advogado.

9. ANEXOS
[ ] Laudo de perda de safra nº [Nº]
[ ] Dados meteorológicos de fonte oficial
[ ] Extrato das operações de crédito
[ ] Notas e contratos que comprovam os custos
[ ] Comprovantes de Proagro/seguro (se houver)
[ ] Cotações de preço (fonte e data)
[ ] Declaração de despesas assinada pelo produtor
[ ] Cópia da ART/TRT

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO]
[TÍTULO] — [CREA/CRTA-UF Nº]
Modelo 2B — Solicitação do produtor ao banco (acompanha o laudo)
SOLICITAÇÃO DE PRORROGAÇÃO DE DÍVIDA RURAL

À [INSTITUIÇÃO FINANCEIRA]
Agência [Nº] — [MUNICÍPIO]/[UF]

Eu, [NOME DO PRODUTOR], CPF [Nº], titular da(s) operação(ões) de crédito rural nº [NÚMEROS], solicito a prorrogação da(s) parcela(s) com vencimento em [DATA], em razão da incapacidade de pagamento causada por [frustração de safra decorrente de EVENTO], conforme o laudo técnico nº [Nº], elaborado por [NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO], [TÍTULO E REGISTRO], ART/TRT nº [Nº], anexo.

Proponho o seguinte cronograma: [CRONOGRAMA DO ITEM 7 DO LAUDO].

Solicito que a análise considere as disposições do Manual de Crédito Rural sobre prorrogação de dívidas e as eventuais medidas de renegociação em vigor, e que a resposta seja dada por escrito.

Anexos: [LISTA DE ANEXOS].

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO PRODUTOR]

Oriente o produtor a protocolar antes do vencimento, em duas vias (ou pelo canal digital da instituição), e guardar o comprovante de recebimento com data. Se houver recusa ou disputa, o caminho jurídico é com advogado.

3 Comunicação de perdas — Proagro e seguro rural

Proagro e seguro rural não são a mesma coisa
  • Proagro: programa federal com regras no MCR, operado pelas instituições financeiras; ampara operações de custeio (o Proagro Mais atende agricultores do Pronaf). A comunicação de perdas vai para a instituição onde está a operação, e a comprovação de perdas é feita por técnico designado por ela.
  • Seguro rural: contrato com uma seguradora; as regras estão na apólice (condições gerais e particulares). O aviso de sinistro vai pelo canal da seguradora ou do corretor, e a vistoria é feita pelo perito da seguradora.
  • Seu papel: preparar a comunicação, organizar as provas, acompanhar a vistoria quando contratado e, se for o caso, fundamentar por escrito uma discordância técnica. Você não substitui o técnico do agente nem o perito da seguradora.
  • Prazos: confira sempre o prazo de comunicação vigente — no MCR (Proagro) e na apólice (seguro). Na dúvida, comunique o quanto antes e por escrito.

Muitas instituições e seguradoras têm formulário próprio. Nesse caso, use os modelos abaixo para reunir as informações e preencher o formulário — ou como carta protocolada junto com ele.

Modelo 3A — Comunicação de ocorrência de perdas (Proagro)
COMUNICAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE PERDAS — PROAGRO

À [INSTITUIÇÃO FINANCEIRA]
Agência [Nº] — [MUNICÍPIO]/[UF]

Beneficiário: [NOME], CPF/CNPJ [Nº], telefone [Nº], e-mail [E-MAIL]
Operação de custeio amparada: cédula nº [Nº], valor R$ [VALOR], contratada em [DATA]
Programa: [Proagro / Proagro Mais]
Imóvel: [NOME], [MUNICÍPIO]/[UF], coordenadas [LATITUDE, LONGITUDE]
Cultura: [CULTURA], cultivar [CULTIVAR], área amparada [ÁREA] ha, semeadura em [DATA]

OCORRÊNCIA
- Evento: [ESTIAGEM / EXCESSO DE CHUVA / GRANIZO / GEADA / VENDAVAL / PRAGA OU DOENÇA — conferir se está coberta pelas regras do programa / OUTRO]
- Início do evento: [DATA]; dano percebido em [DATA]
- Estádio da cultura: [ESTÁDIO FENOLÓGICO]
- Área atingida: [ÁREA] ha de [ÁREA TOTAL] ha — talhões [IDENTIFICAÇÃO]
- Estimativa preliminar de perda: [X]% (estimativa inicial, sujeita à comprovação de perdas)
- Situação atual da lavoura: [não colhida / colheita prevista para [DATA] / colheita parcial — explicar]

Solicito o registro desta comunicação e a designação de técnico para a comprovação de perdas. Declaro que a lavoura não será colhida, dessecada, destruída ou replantada sem orientação formal desta instituição.

Responsável técnico que acompanha o produtor (se houver): [NOME], [TÍTULO], [CREA/CRTA-UF Nº], telefone [Nº].

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO BENEFICIÁRIO]
Modelo 3B — Aviso de sinistro (seguro rural)
AVISO DE SINISTRO — SEGURO RURAL

À [SEGURADORA]
Por meio de: [CORRETOR / CANAL OFICIAL INDICADO NA APÓLICE]

Apólice nº [Nº] — vigência de [DATA] a [DATA]
Segurado: [NOME], CPF/CNPJ [Nº], telefone [Nº], e-mail [E-MAIL]
Imóvel: [NOME], [MUNICÍPIO]/[UF], coordenadas [LATITUDE, LONGITUDE]
Cultura segurada: [CULTURA], área segurada [ÁREA] ha, produtividade garantida [VALOR, conforme apólice]

OCORRÊNCIA
- Evento: [EVENTO — conferir se está entre as coberturas da apólice]
- Data do evento: [DATA]; dano percebido em [DATA]
- Área atingida: [ÁREA] ha — talhões [IDENTIFICAÇÃO]
- Estimativa preliminar de perda: [X]% (sujeita à vistoria)
- Situação da lavoura: [não colhida / colheita prevista para [DATA]]

Solicito o registro do sinistro e o agendamento da vistoria. Aguardarei a autorização da seguradora antes de colher, dessecar, destruir ou replantar a área atingida, conforme as condições da apólice.

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO SEGURADO]
Modelo 3C — Checklist da comunicação de perdas
CHECKLIST — COMUNICAÇÃO DE PERDAS (PROAGRO / SEGURO RURAL)
Produtor: [NOME] — Cultura: [CULTURA] — Safra: [SAFRA]

ANTES DE COMUNICAR
[ ] Prazo de comunicação conferido: Proagro (MCR vigente) / seguro (apólice)
[ ] Evento coberto conferido: Proagro (regras do programa) / seguro (coberturas da apólice)
[ ] Semeadura dentro do ZARC — consulta salva com data
[ ] Notas fiscais de sementes, fertilizantes e defensivos separadas
[ ] Receituários agronômicos separados
[ ] Fotos originais georreferenciadas do dano, por talhão
[ ] Dados meteorológicos de fonte oficial do período
[ ] Mapa dos talhões atingidos (KML ou croqui)

AO COMUNICAR
[ ] Comunicação por escrito, pelo canal oficial (agência / corretor / canal da seguradora)
[ ] Número de protocolo, data e hora anotados: [PROTOCOLO]
[ ] Cópia da comunicação guardada

ATÉ A VISTORIA
[ ] Lavoura sem colher, dessecar, roçar ou replantar — salvo autorização por escrito
[ ] Se a colheita for autorizada antes da vistoria: autorização por escrito e orientação sobre faixas-testemunha registrada
[ ] Tratos culturais que ainda fazem sentido técnico mantidos (abandono da lavoura pode ser questionado)
[ ] Registro diário de chuva e fotos da evolução do dano

NA VISTORIA
[ ] Produtor presente (e o responsável técnico, se contratado)
[ ] Documentos à mão: cédula/apólice, notas, ZARC, mapa, fotos, dados de chuva
[ ] Pontos de amostragem acompanhados e coordenadas anotadas
[ ] Cópia do laudo ou súmula da vistoria solicitada
[ ] Discordância? Registrada por escrito, com fundamento técnico, dentro do prazo do programa ou da apólice

DEPOIS
[ ] Andamento acompanhado pelo protocolo
[ ] Decisão guardada por escrito (deferimento ou indeferimento e valores)

4 Laudo de vistoria técnica

Quando usar: acompanhamento de lavoura ou criação financiada, verificação de implantação, constatação de situação fitossanitária, verificação de danos, conferência de benfeitorias, máquinas ou rebanho declarados. Regra de ouro: escreva o que viu e mediu nas constatações; opinião vai na análise.

Modelo 4A — Laudo de vistoria técnica
LAUDO DE VISTORIA TÉCNICA

Laudo nº [NÚMERO/ANO]
ART/TRT nº [NÚMERO]

1. IDENTIFICAÇÃO
Contratante: [NOME], CPF/CNPJ [Nº]
Imóvel: [NOME], [MUNICÍPIO]/[UF], matrícula [Nº], CAR [Nº]
Coordenadas de referência: [LATITUDE], [LONGITUDE]
Responsável técnico: [NOME], [TÍTULO], [CREA/CRTA-UF Nº]
Acompanhante(s) na vistoria: [NOME, FUNÇÃO]

2. OBJETIVO DA VISTORIA
[Ex.: verificar a implantação e o desenvolvimento da lavoura de [CULTURA] financiada pela operação [Nº] / constatar a situação fitossanitária dos talhões [ID] / verificar danos após [EVENTO] / conferir benfeitorias, máquinas ou rebanho declarados em [DOCUMENTO]]

3. DATA, HORÁRIO E CONDIÇÕES
Data: [DATA], das [HORA] às [HORA]. Tempo no momento da vistoria: [ensolarado / nublado / chuva]. Condições de acesso: [DESCRIÇÃO].

4. DOCUMENTOS CONSULTADOS
[Projeto técnico / cédula / croqui / notas fiscais / receituários / laudos anteriores / outros]

5. METODOLOGIA
[Percurso realizado (trajeto GPS no anexo), pontos de observação, amostragens, medições e instrumentos utilizados]

6. CONSTATAÇÕES
6.1 [ITEM VERIFICADO] — Situação: [DESCRIÇÃO OBJETIVA, com medidas]. Evidência: fotos nº [X a Y]. Conforme o previsto: [SIM / NÃO / PARCIAL].
6.2 [ITEM VERIFICADO] — Situação: [DESCRIÇÃO]. Evidência: fotos nº [X a Y]. Conforme o previsto: [SIM / NÃO / PARCIAL].
6.3 [ITEM VERIFICADO] — Situação: [DESCRIÇÃO]. Evidência: fotos nº [X a Y]. Conforme o previsto: [SIM / NÃO / PARCIAL].
» Só fatos aqui: o que você viu, contou ou mediu.

7. NÃO CONFORMIDADES E RISCOS
- [DIVERGÊNCIA EM RELAÇÃO AO PREVISTO] — gravidade [baixa / média / alta] — possível consequência: [CONSEQUÊNCIA]
- [DIVERGÊNCIA] — gravidade [ ] — possível consequência: [ ]

8. ANÁLISE E RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
- [RECOMENDAÇÃO] — prazo sugerido: [DATA] — responsável: [QUEM]
- [RECOMENDAÇÃO] — prazo sugerido: [DATA] — responsável: [QUEM]

9. CONCLUSÃO
Na vistoria de [DATA], constatou-se que [SÍNTESE OBJETIVA DAS CONSTATAÇÕES]. Situação geral: [regular / regular com ressalvas / irregular], conforme os itens [NÚMEROS].

10. LIMITAÇÕES
As constatações referem-se às condições observadas na data e no horário da vistoria e às áreas efetivamente percorridas, indicadas no anexo [X].

11. ANEXOS
[ ] Relatório fotográfico   [ ] Mapa/croqui com pontos e trajeto   [ ] Documentos consultados   [ ] Cópia da ART/TRT

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO]
[TÍTULO] — [CREA/CRTA-UF Nº]
Modelo 4B — Relatório fotográfico (anexo de qualquer laudo)
RELATÓRIO FOTOGRÁFICO — Anexo [X] do Laudo nº [Nº]

Foto [Nº]
Data e hora: [DD/MM/AAAA HH:MM]
Coordenadas: [LATITUDE, LONGITUDE]
Talhão / ponto: [ID]
Direção da câmera: [N / S / L / O]
Descrição: [o que a foto mostra e por que importa — ex.: vagens chochas no terço superior, ponto P3 do talhão T2; caneta como referência de escala]

Foto [Nº]
Data e hora: [DD/MM/AAAA HH:MM]
Coordenadas: [LATITUDE, LONGITUDE]
Talhão / ponto: [ID]
Direção da câmera: [N / S / L / O]
Descrição: [DESCRIÇÃO]

» Para cada ponto: 1 foto geral (panorâmica), 1 foto de detalhe com referência de escala e, se possível, a mesma posição fotografada antes e depois do evento.

5 Checklist de provas

Laudo forte é laudo com prova que outra pessoa consegue conferir. Para cada item: o que juntar e onde conseguir.

ProvaComo obter e guardar
Fotos georreferenciadasCelular com localização ligada ou app de câmera que grava data, hora e coordenadas na foto. Guarde o arquivo original: enviar só pelo WhatsApp comprime a imagem e pode apagar os dados de localização. Faça panorâmica + detalhe + referência de escala.
Chuva e temperatura de fonte oficialEstação mais próxima do INMET, pluviômetros da ANA (HidroWeb), Cemaden ou órgão estadual de meteorologia. Informe a distância até a área e compare com um valor de referência do mesmo período. O pluviômetro da propriedade complementa, não substitui.
ZARCConsulta salva (PDF ou print) com data, município, cultura, tipo de solo, grupo da cultivar e janela de semeadura, nas ferramentas oficiais do Ministério da Agricultura. O ZARC é condição para Proagro e para a subvenção ao prêmio do seguro rural.
Histórico de produtividadeRomaneios, notas de venda e registros de cooperativa das últimas safras. Para referência regional: dados municipais do IBGE e estimativas da Conab.
Notas de insumosSementes (com cultivar), fertilizantes, defensivos (com receituário) e serviços — com datas compatíveis com a semeadura e os tratos culturais.
Imagens de satélite / NDVISentinel-2 (gratuito, pelo Copernicus Browser) ou Landsat. Compare imagens antes e depois do evento e com a mesma época de safras anteriores. Anote fonte, data e cobertura de nuvens.
Testemunhas e registrosDeclarações assinadas de vizinhos ou técnicos que viram o evento (nome, CPF, contato, o que viram e quando). Notícias locais e decretos de emergência, conferidos na publicação oficial.
Documentos do imóvel e da operaçãoMatrícula, CAR, CCIR, contrato de arrendamento ou parceria, cédula de crédito, apólice ou comprovante de adesão ao Proagro.
Modelo 5A — Checklist de provas (para usar em cada caso)
CHECKLIST DE PROVAS — Laudo nº [Nº] — Produtor: [NOME] — Cultura: [CULTURA] — Safra: [SAFRA]

FOTOS
[ ] Fotos originais com data, hora e coordenadas — [N] fotos
[ ] Panorâmica + detalhe + escala em cada ponto amostrado
[ ] Mesmos pontos antes/depois do evento (se houver fotos anteriores)
[ ] Arquivos originais guardados fora do WhatsApp (pasta: [LOCAL])

CLIMA
[ ] Dados diários da estação oficial mais próxima: [FONTE / ESTAÇÃO / CÓDIGO], a [KM] km
[ ] Valor de referência do mesmo período: [FONTE]
[ ] Registros do pluviômetro da propriedade (complementar)
[ ] Decreto de emergência ou reconhecimento oficial (se houver), conferido: [Nº / DATA]

ZARC E MANEJO
[ ] Consulta ao ZARC salva com data: [DATA DA CONSULTA]
[ ] Notas fiscais de sementes (com cultivar)
[ ] Notas fiscais de fertilizantes e defensivos
[ ] Receituários agronômicos
[ ] Registro das operações (datas de semeadura, adubação, aplicações)

PRODUTIVIDADE
[ ] Romaneios/notas de venda das últimas [N] safras
[ ] Média municipal ou regional de fonte oficial (para comparação)
[ ] Planilha de amostragem com os dados brutos de cada ponto

SATÉLITE
[ ] Imagem antes do evento: [FONTE / DATA]
[ ] Imagem depois do evento: [FONTE / DATA]
[ ] Mesma época de safra anterior: [FONTE / DATA]

TESTEMUNHAS E DOCUMENTOS
[ ] Declarações assinadas: [NOMES]
[ ] Matrícula / CAR / CCIR / contrato de arrendamento
[ ] Cédula de crédito e extrato / apólice / adesão ao Proagro
[ ] Protocolos de comunicação já feitos: [Nº / DATA]
Modelo 5B — Declaração de testemunha
DECLARAÇÃO

Eu, [NOME], CPF [Nº], residente em [ENDEREÇO], [profissão/atividade], declaro que no dia [DATA] (ou entre [DATA] e [DATA]) presenciei [DESCRIÇÃO OBJETIVA DO QUE VIU — ex.: queda de granizo de cerca de [X] minutos na localidade de [LOCAL], atingindo lavouras de [CULTURA]], na região do imóvel [NOME], em [MUNICÍPIO]/[UF].

Declaro ainda que [INFORMAÇÃO ADICIONAL, se houver — ex.: minha propriedade, vizinha, também foi atingida].

Contato: [TELEFONE].

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME]

6 Proposta de honorários para laudo

Como chegar ao seu valor
  • Some as horas reais: deslocamento + campo + organização dos dados + redação + revisão. Multiplique pelo seu valor-hora.
  • Some os custos: quilometragem, taxa da ART/TRT (se for sua), imagens pagas, análises.
  • Defina um valor mínimo por laudo e um adicional por hectare ou por talhão acima de um limite.
  • Evite honorário vinculado ao resultado do pedido: compromete a independência do laudo.
  • Consulte referências da sua região (entidades de classe) — o preço final é decisão sua.
Modelo 6A — Proposta de honorários
PROPOSTA DE HONORÁRIOS — SERVIÇO TÉCNICO

Proposta nº [Nº] — [DATA]

De: [SEU NOME], [TÍTULO], [CREA/CRTA-UF Nº], CPF/CNPJ [Nº], telefone [Nº], e-mail [E-MAIL]
Para: [NOME DO PRODUTOR], CPF/CNPJ [Nº]

1. SERVIÇO
Elaboração de [laudo técnico de perda de safra / laudo para instrução de pedido de prorrogação de dívida rural / laudo de vistoria técnica / apoio à comunicação de perdas ao Proagro ou à seguradora] referente à cultura de [CULTURA], safra [SAFRA], área de [ÁREA] ha, no imóvel [NOME], [MUNICÍPIO]/[UF].

2. O QUE ESTÁ INCLUÍDO
- [N] vistoria(s) a campo com amostragem
- Levantamento de dados meteorológicos de fonte oficial e consulta ao ZARC
- Relatório fotográfico georreferenciado
- Imagens de satélite de fontes gratuitas
- Redação do laudo e [N] revisão(ões) de forma
- Registro da ART/TRT
- [Acompanhamento da vistoria do técnico do agente ou do perito da seguradora — se contratado, ver item 4]

3. O QUE NÃO ESTÁ INCLUÍDO
- Análises laboratoriais, imagens pagas, levantamento topográfico
- Atuação em processo judicial ou administrativo (orçada à parte)
- Despesas de cartório, protocolos e taxas de terceiros
- [OUTROS]

4. VALOR E PAGAMENTO
Honorários: R$ [VALOR] ([VALOR POR EXTENSO]).
Acompanhamento de vistoria de terceiros (opcional): R$ [VALOR] por visita.
Deslocamento: [incluído até [KM] km / R$ [VALOR] por km excedente].
Taxa da ART/TRT: por conta do [CONTRATADO / CONTRATANTE].
Forma de pagamento: [50% no aceite e 50% na entrega do laudo / outra], via [PIX / transferência / boleto].

5. PRAZO
Vistoria em até [N] dias após o aceite. Entrega do laudo em até [N] dias úteis após a vistoria e o recebimento de todos os documentos solicitados.

6. INDEPENDÊNCIA TÉCNICA
Os honorários não dependem da conclusão do laudo nem do resultado de qualquer pedido junto a instituição financeira, Proagro ou seguradora. O laudo registrará o que for tecnicamente constatado.

7. OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE
Fornecer documentos verdadeiros e completos, dar acesso à área e não colher, dessecar ou replantar antes da vistoria sem combinar com o responsável técnico.

8. VALIDADE
Esta proposta é válida por [N] dias.

ACEITE
Eu, [NOME DO PRODUTOR], aceito esta proposta nas condições acima.

[MUNICÍPIO], ____/____/________

______________________________
[NOME DO PRODUTOR]
Modelo 6B — Lista de documentos para pedir ao produtor
Olá, [NOME]! Para eu fazer o seu laudo, preciso destes documentos (foto ou PDF servem, desde que legíveis):

1. Documento com CPF (ou CNPJ, se for empresa)
2. Matrícula do imóvel, CAR e CCIR — e o contrato de arrendamento ou parceria, se a área não for sua
3. Cédula ou contrato do financiamento e o extrato atualizado da operação
4. Apólice do seguro ou comprovante de adesão ao Proagro (se tiver)
5. Notas fiscais das sementes, adubos e defensivos desta safra, e os receituários
6. Romaneios ou notas de venda das últimas [N] safras
7. Anotações do seu pluviômetro (se tiver)
8. Mapa ou arquivo KML dos talhões (se tiver)
9. Fotos que você já tirou do estrago — mande o arquivo original, não só pelo WhatsApp

Importante: até a vistoria, não colha, não desseque e não replante a área atingida sem falar comigo.

7 Checklist de ART/TRT e responsabilidade técnica

Quem registra o quê
  • Engenheiro(a) agrônomo(a): ART no CREA do estado onde o serviço é prestado (Sistema CONFEA/CREA). A ART foi instituída pela Lei nº 6.496/1977; as regras de preenchimento, prazos e baixa estão nas resoluções do CONFEA e nos procedimentos do seu CREA — confira as vigentes.
  • Técnico(a) agrícola: desde 2018 a categoria tem conselho próprio (Sistema CFTA/CRTAs) e registra o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) no CRTA. Confira as regras e as atribuições do seu registro.
  • Em qualquer caso: só assine o que está dentro das suas atribuições e o que você verificou.
Modelo 7A — Checklist de ART/TRT e responsabilidade técnica
CHECKLIST ART/TRT E RESPONSABILIDADE TÉCNICA — Laudo nº [Nº]

ANTES DE ACEITAR
[ ] Registro ativo e anuidade em dia no [CREA/CRTA-UF]
[ ] O serviço ([laudo / vistoria / perícia] em [CULTURA/ATIVIDADE]) está dentro das minhas atribuições
[ ] Imóvel em outro estado? Conferi com o conselho de lá se preciso de visto ou registro
[ ] Sem conflito de interesse (não atuo neste mesmo caso pelo banco ou pela seguradora; não tenho interesse na operação)
[ ] Proposta de honorários aceita por escrito

REGISTRO
[ ] ART (CREA) ou TRT (CRTA) preenchida com: contratante, endereço e coordenadas do imóvel, atividade, quantidade (ha), valor do contrato e datas
[ ] Registrada no prazo do meu conselho (em regra, no início do serviço)
[ ] Taxa paga e registro confirmado
[ ] Número da ART/TRT escrito no laudo

DURANTE O SERVIÇO
[ ] Fui pessoalmente a campo (ou registrei no laudo quem foi e o que eu verifiquei)
[ ] Fotos originais guardadas, com data, hora e coordenadas
[ ] Dados brutos de cada ponto amostrado anotados
[ ] Fontes consultadas (clima, ZARC, satélite) salvas com a data da consulta

NO LAUDO
[ ] Só afirmei o que constatei ou o que está documentado
[ ] Separei fato (o que vi e medi) de análise (o que concluo)
[ ] Descrevi metodologia, data da vistoria e limitações
[ ] Avaliei outras causas de perda além do evento climático
[ ] Nenhuma norma, lei ou resolução citada sem conferir na fonte oficial
[ ] Nome, título, registro e assinatura em todas as vias

DEPOIS
[ ] Entregue com recibo ou protocolo de entrega
[ ] Baixa/conclusão da ART/TRT feita, se o meu conselho exigir
[ ] Laudo, anexos, fotos originais e dados de campo arquivados por longo prazo
Modelo 7B — Declaração de responsabilidade técnica e limitações (final do laudo)
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA E LIMITAÇÕES

Declaro que realizei pessoalmente a vistoria descrita neste laudo em [DATA]; que as informações apresentadas correspondem ao que foi constatado em campo e aos documentos consultados, listados nos anexos; e que não tenho interesse no resultado do pedido para o qual este laudo será utilizado.

As conclusões referem-se às condições observadas na data da vistoria e aos dados disponíveis naquela data. Informações fornecidas pelo contratante e não verificáveis em campo estão identificadas no texto como tal.

Este trabalho está vinculado à ART/TRT nº [NÚMERO].

[MUNICÍPIO], [DATA].

______________________________
[NOME] — [TÍTULO] — [CREA/CRTA-UF Nº]
Lembretes de responsabilidade
  • Laudo com informação falsa ou não verificada pode gerar responsabilização ética, civil e criminal de quem assina.
  • Se o produtor pedir para "aumentar a perda", recuse e registre só o que constatou. Laudo inflado derruba o pedido e a sua reputação.
  • Informação passada pelo produtor que você não conferiu deve aparecer como "informado pelo contratante".

Versão 1 — out/2026. Novos materiais serão adicionados a esta página.

Aviso: estes são modelos de apoio. O diagnóstico, os números, a conclusão, a assinatura e a ART/TRT são do profissional responsável. Normas, prazos e regras mudam: confira sempre as versões vigentes nas fontes oficiais (Banco Central/MCR, Ministério da Agricultura, CREA/CONFEA, CRTA/CFTA e a apólice do seguro).